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Salmão ao Molho de Requeijão com Alcaparras

Março 24, 2008 · 1 Comentário


Neste domingo de Páscoa (24/3) aproveitei para atender um pedido feito já há alguns dias pela Greicy e resolvi preparar um salmão. Como teríamos convidados em casa, comprei um salmão inteiro. Dele tirei os dois filés inteiros (o resto usei pra preparar um belo fundo de peixe, que em uma próxima ocasião darei mais detalhes) para preparar no forno. Até aí, sem muito mistério. É possível comprar os filés já cortados. Gosto, no entanto, de fazer isso eu mesmo - por ser mais barato e por resultar num domínio maior sobre o corte em si e a limpeza de toda e qualquer espinha. Para os que desejarem, posso passar algumas dicas de como extrair os filés com um mínimo de perda de carne (escrevam-me!).
Utilizei uma fôrma refratária para assar os filés. Coloquei-os lado a lado, com o couro para baixo. Fiz, ainda, uma ‘cama’ com rodelas de cenoura para colocar no fundo da fôrma. Adicionei um pouco de cerveja (o suficiente para cobrir o fundo) evitando, assim, que a carne do salmão secasse demais. Temperei os filés com uma mistura feita de sal, pimenta rosa, pimenta branca em pó e tomilho, e cobri com papel alumínio.

Depois de alguns minutos no forno, retirei o papel alumínio, para que a carne ficasse com aquele laranja bonito, típico do salmão. Enquanto isso, preparei o molho que iria colocar por cima: misturei o requeijão com um pouco de nata e algumas alcaparras esmagadas. Deixei o molho cozinhar por um tempo e, por fim, cobri o salmão com ele.
Servi o salmão com arroz branco e farofa com bacon. Ah! Acompanhados, também, por uma ótima salada verde que a Greicy preparou.

A idéia era fazer alguma coisa diferente daquele tradicional ‘largar de alcaparras’ sobre o salmão (seco por assar no forno) já pronto. Espero que tenham gostado… :)

Até a próxima! Um grande abraço!

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Lanche no Cavanhas

Fevereiro 26, 2008 · 4 Comentários

Segunda (25/2) à noite resolvemos (eu, Greicy e Cíntia) comer um lanche na janta. Quando pensamos em cheeseburger, sempre pensamos Agápio ou Cavanhas.

Como estávamos visitando a Cíntia, a opção - por questões de proximidade geográfica - foi o Cavanhas da Lima e Silva. Assim como quando vamos ao Agápio, apesar da vasta gama de opções disponíveis no cardápio, acabo sempre comendo a mesma coisa. Pedi um Bauru de Picanha (R$ 9,00) com ovo (+ R$ 0,50) e acompanhado de batatas fritas (+ R$ 1,00) e a Greicy pediu um Cheese Strogonoff (R$ 7,80), com os mesmos ‘extras’. A Cíntia pediu um Cheese Português (R$ 9,50). Para beber, pedimos uma Bohemia 600ml (R$ 4,50).

Gosto de comer no Cavanhas por ser um lugar simples, sem nenhuma cerimônia, mas com um preço razoável para um lanche de boa qualidade. O problema é quando o simples se torna simplório. Se eu disser que o garçom que nos atendeu foi grosso, vou estar supervalorizando a delicadeza do rapaz. Na tradicional ânsia de ‘fiscalizar’ todo o salão enquanto nos atendia, mal prestou atenção no que falávamos.
Sentamos bem ao fundo, onde se pode ver a cozinha funcionando. O pessoal na chapa e sua agilidade para atender os pedidos contrastou com a falta de qualidade do atendimento na mesa.

Alguns minutos de espera e lá estavam nossos lanches sobre a mesa. A picanha do meu bauru não estava um primor de maciez, mas pelo menos era picanha mesmo. As batatas, ótimas e no ponto, como sempre. Já o lanche da Greicy veio meio ‘desmontado’, com o recheio transbordando. Mas isso não é privilégio apenas do Cavanhas, é, na verdade, uma peculiaridade de se colocar strogonoff num cheeseburger. Duas coisas que nunca me decepcionam no Cavanhas: a temperatura da cerveja (sempre no ponto) e o sabor da maionese (boooommm). Outra coisa bacana e bem lembrada pela Cíntia: eles oferecem - como opção de acompanhamento - a possibilidade de se colocar 4 queijos em qualquer um dos lanches.
Moral da história: apesar do atendimento deixar a desejar, a qualidade do lanche ainda vale a ida ao Cavanhas!

Cavanhas
http://www.cavanhas.com.br/
LIMA E SILVA 274: Rua Gen. Lima e Silva, 274. Fone: 3226.0743
De segunda à sábado a partir das 18h e de segunda à sexta das 11h:30min às 13h:30min


PERIMETRAL: Av. Loureiro da Silva, 1696. Fone: 3227.8163
De domingo à sexta a partir das 18h.
LIMA E SILVA 373: Rua Gen. Lima e Silva, 373. Fone: 3211.2624
De terça à domingo a partir das 18h.
BARÃO DO AMAZONAS: Rua Barão do Amazonas, 1241. Fone: 3322.0989
De segunda à domingo das 11h à 1h.
ASSIS BRASIL: Av. Assis Brasil, 4863. Fone: 33401331
De terça à sexta das 11h:30min às 14h e de sábado à domingo a partir das 17h30min.

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Cerveja e petiscos no Apolinário

Fevereiro 25, 2008 · 2 Comentários


Sexta-feira, dia internacional da cerveja. Saí do trabalho, no final da tarde, com aquela vontade de tomar uma gelada. Chegando em casa, recebo (via MSN) convite de meu amigo Marshal para tomar uma cerveja no Apolinário. Como a Greicy também estava disposta à cerveja, lá fomos nós. Tive a oportunidade de conhecer o tal ‘boteco’ (o Apolinário é um dos lugares em Porto Alegre que se auto-entitula boteco, com orgulho, aliás) pouco tempo depois da sua abertura, pois a despedida do meu amigo Gabriel - que foi trabalhar na ANAC, em Brasília. A impressão, na época, foi muito boa. Mas, como vassoura nova sempre varre bem, aproveitei a oportunidade para conferir a quantas andava o serviço… O ambiente do Apolinário é muito bacana e já se revela muito agradável logo na chegada. Na frente, mesas ao ar livre, com uma iluminação bacana. Lá dentro, paredes cobertas com pequenos quadros em molduras de formas e cores variadas. O que podia ser um ambiente poluído é, na realidade, um cenário milimetricamente elaborado.


As mesas e cadeiras fazem o estilo boteco e os copos acompanham a idéia (legítimos ‘cristais nadir figueiredo’, já dizia meu avô).


Chegamos em torno das 21 horas, e já haviam poucos lugares disponíveis. Sentamos no fundo do boteco, próximos ao balcão. Abrimos os trabalhos com uma loira uruguaya (Cerveja Patrícia 960 ml, R$ 9,00) - que além do bom preço, estava na temperatura ideal. Além da Patrícia, o cardápio possui uma grande quantidade de opções de cervejas disponíveis, com preços bastante compatíveis com o lugar.
Resolvemos, também, pedir uns petiscos: a opção das meninas foi uma Porção de Polenta Frita (R$ 7,00). Cortada em bastões, estilo batatas fritas, estavam ótimas - sequinhas e com um ótimo tempero.
A Greicy pediu, por sugestão minha, um Escondidinho de Camarão (R$ 10,00). Demorou um pouco, mas veio. Apesar de ter o recheio mais líquido do que minha preferência, estava ótimo! A Cíntia experimentou o Caldinho de Feijão, que também era muito saboroso.
O pessoal foi chegando e, quando vimos, estávamos em 3 mesas lotadas. Na excelente companhia da Greicy, Cíntia, Mendes, Marshal, Silvana, Ana, Alemão, Débora, Alemão (o outro, também conhecido por Roberto) e Querlei, seguimos tomando cerveja até a madrugada.

Apolinário Bar
Rua José do Patrocínio, 527
Cidade Baixa - Porto Alegre/RS
http://www.apolinariobar.com.br/
Fone: (51) 3013-0158
De segunda a sexta a partir das 18h
Sábado a partir das 20h

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Santa Catarina

Fevereiro 18, 2008 · Não Há Comentários

Então… estou de volta depois de uma orgia gastronômica pelos restaurantes de Florianópolis e algumas praias da região! Claro que não poderia deixar de contar alguns dos pratos que foram saboreados!
Na praia da Barra da Lagoa fomos ao Restaurante Bar Beira Mar, onde pedimos anchova grelhada com molho de alcaparras acompanhado de pirão de peixe. Perfeito…anchova úmida pelo molho de alcaparras, pirão de peixe sem ser muito ‘liguento’ (excesso de farinha), arroz branco e salada mista.
Próxima parada, Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Restaurante Pitangueiras. Peixe à moda Pitangueiras …Posta de peixe( escolher) com molho de camarão e catupiry; Farofa de dendê (maravilhosaaaaa) e, bolinhos de batata(batata amassada frita) bem sequinho e arroz branco. A farofa de dendê deixa aquele gostinho de ‘ bahia’ sem ser forte nem oleosa demais.
Ribeirão da ilha, Freguesia do Ribeirão, Restaurante tradicionalíssimo Ostradamus, famoso pela qualidade e sabores diferentes das ostras servidas. Bem… acabei não comendo ostras… rsss!
Pedimos Salmão ao molho da casa…molho branco, requeijão, nata e molho de camarão. Simplesmente um espetáculo. O salmão para ser bom não pode passar do ponto e ficar quebradiço. Este desmanchava na boca e os molhos completavam o sabor.
Neste mesmo restaurante, outro prato delicioso… Espaguete com frutos do mar… simples, porém muito saboroso. Lula, marisco camarão e macarrão grano duro num molho com queijo.
Durante a viagem fomos diminuindo a quantidade de comida… rsss… senão chegaria aqui e não conseguiria mais trabalhar… rsss. Bem, ainda teve bolinho de bacalhau (tradicional) com manjericão, e por último, na Lagoa da Conceição, Restaurante Luna Laguna, uma focaccia mediterânea… pão italiano, tomate fresco, rúcula (para variar rsss) e creme de queijo. Delicioso com aquela cervejinha na beira da praia.
Para terminar a orgia, devo citar um belíssimo almoço preparado por uma pessoa muito especial em Balneário Camboriú (especial p mim é claro… rsss)… posta de peixe frito com purê de batatas, pirão de peixe( achei melhor que o do restaurante, mas sou suspeita… rss), arroz branco e salada de alface roxa temperada com aceto balsâmico. Hummm… bom demais. Simples, porém caprichado!!
Bem pessoal…ainda devo as fotos de todos esses pratos… elas virão… só preciso baixá-las para meu pc. Prometo para essa semana. bjks a todos!!

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Que tal uma salada?

Fevereiro 11, 2008 · 2 Comentários

Foi-se o tempo que salada era uma coisa sem graça, que a gente comia por uma questão compromisso com a própria saúde. Ou pior, aquele ‘coadjuvante’ para ocupar lugar no prato, tipo salada de ‘a la minuta’ (rodelas esparças de tomate sobre aquele alface desbotadinho). Hoje, saladas podem ser ótimas entradas e, também, o prato principal de uma refeição (principalmente para aqueles que querem se livrar de uns quilinhos a mais). Mas atenção: certas saladas podem ser beeeem calóricas, tanto quanto um prato ‘tradicional’. De qualquer forma, uma salada criativa pode ser uma quebra da rotina alimentar e, por que não, uma supresa agradabilíssima ao paladar. Um bom exemplo disso foi a salada que criamos (a equipe da qual fiz parte no curso de cozinheiro) para servir de entrada em nosso cardápio de conclusão de curso. A salada consistia em cenoura branqueada e cortada em pequenas tirinhas, misturada com uvas passa, maçã verde (cortada da mesma forma que a cenoura) e molho de maionese. Essa mistura foi servida dentro de folhas de endivia (veja a foto). O toque especial ficou por conta da castanha de caju, triturada em pequenos pedaços e adicionada próximo ao momento de servir (o que garantiu uma crocância inesperada à salada e uma combinação surpreendente e saborosa). O uso da maçã verde, por exemplo, propicia um considerável ‘ganho estético’ uma vez que contrasta com o laranja da cenoura e não oxida rapidamente como a maçã tradicional. Ah! E antes que alguém comente, eu não disse que esta era uma salada ‘light’. :) Além disso, existem infinitas combinações possíveis para uma salada e, claro, ingredientes pouco explorados que fazem a feira ou o mercado público merecerem um pouco mais de atenção na próxima visita (pensem com mais carinho nas alcachofras, pepinos japoneses, nabos, repolhos roxos, mangas, abacates, etc…).
Um grande abraço!
-AJ

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Um Convite Saboroso

Fevereiro 7, 2008 · 1 Comentário


A internet realmente é uma ferramenta útil e ao mesmo tempo assustadora. Assustadora no bom sentido, no sentido de encontrar pessoas novas, com os mesmos gostos que você e assim, do nada, começar uma nova amizade. Comigo é assim! Entrei no site da VEJA e vi o link do Guia o Melhor da Cidade de Porto Alegre, fiz o cadastro e comecei a procurar e escrever sobre os restaurantes que mais me agradam na cidade. Foi assim que conheci o dono deste blog e ele acabou fazendo este delicioso convite: de poder escrever aqui sobre gastronomia e vinhos (O vinho é por minha conta e espero que ele não se importe!).
Moro em Gramado, serra gaúcha, aqui existe uma variedade gastronômica incrível. Deve-se começar pelo café-da-manhã de, praticamente, todos os hotéis, com uma variedade enorme de frutas e bolos tipicamente alemães e italianos, pães e chimias (geléias feitas com a polpa da fruta) caseiras. Na hora do almoço ou jantar pode-se tomar um café-colonial, comer comida italiana, suíça, francesa, alemã, da fronteira, chinesa ou japonesa.
Recomendo um restaurante de comida japonesa muito charmoso, o SAN TAO. Localizado as margens do Lago Negro, um dos principais pontos turísticos da cidade, o restaurante possui um ambiente muito acolhedor e totalmente oriental. De quarta a domingo é possível saborear uma deliciosa sequência de sushis e sashimis, sushis quentes, além de yakisoba e sobremesa pelo valor de R$ 39,00 por pessoa aproximadamente. Além da sequência existe o a la carte, com pratos mais elaborados da culinária japonesa e tailandesa, sempre com um atendimento personalizado e impecável.
Para acompanhar a sequência sugiro um vinho rosé frisante chamado Jubilé.
Para quem quer fugir da rotina da serra gaúcha esta é uma ótima opção.

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Veja Porto Alegre Online

Janeiro 29, 2008 · Não Há Comentários


Para aqueles que curtiram a crítica gastronômica do Damask, recomendo uma visita ao meu perfil na página da Veja Porto Alegre. Lá aproveitei para incluir uma avaliação de cerca de 40 estabelecimentos que freqüento (ou freqüentei) aqui da nossa cidade. O espaço era pequeno, mas deu pra apresentar, de maneira sintética, os prós e os contras gastronômicos desses locais.
Uma pena que não existe a possibilidade de cadastrar locais, pois o próprio Damask acabou ficando de fora da minha lista, por não constar na base de dados da Veja Porto Alegre.
MOMENTO JABÁ: Uma vez no site, cadastre-se e aproveite, ainda, para adicionar minha lista nas suas preferidas! :)
Um abraço!

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Filezinho Suíno com Guacamole, Farofa de Alcaparras e Arroz Branco

Janeiro 25, 2008 · 3 Comentários


Ontem a noite, diante das minhas gentis cobaias, experimentei mais uma combinação que estava pensando em colocar em prática há horas: Filezinho Suíno com Guacamole, Farofa de Alcaparras e Arroz Branco. O resultado, como imaginava, ficou bem bom.
Fiz uma receita de Guacamole mais adaptada ao meu gosto, adicionando à mistura tradicional (abacate, suco de limão, cebola, alho, tomate, etc) um pouco mais de temperos e molho shoyu.
Os filezinhos de suíno fiz passados na manteiga, com um pouco de azeite. Temperei utilizando tomilho, alho e pimenta rosa e deixei alguns minutos descansando.
No final do preparo, aproveitei o rotí da carne na panela e passei pedaços grandes de cebola. Na montagem, joguei essa cebola por cima do filé e sobre ela, a guacamole.

Para acompanhar, arroz branco e uma das minhas novas criações: a Farofa de Alcaparra. Faço ela fritando uma cebolinha picada na manteiga e adicionando, a seguir, as alcaparras picadas (bem lavadas, para perder o sal e o gosto de conserva em excesso). A seguir, é só adicionar farinha de mandioca flocada, tempero verde e ovo cozido picado. Coloco, ainda, um pouquinho de azeite de dendê pra dar uma corzinha.
A minha Greicy, o Adreson e a Cíntia (as tais gentis cobaias) gostaram bastante do resultado final.
Aproveito, ainda, para agradecer ao Adreson por ter registrado o ótimo instantâneo acima.
Em seguida volto com uma dica de salada! Até a próxima!

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Comida árabe no Damask

Janeiro 3, 2008 · 4 Comentários


Ontem (02/01) fomos (eu e minha amada Greicy), na companhia da nossa inseparável amiga Cíntia, conhecer o Damask, lancheria típica árabe (Rua Sofia Veloso, 61 - Cidade Baixa - Porto Alegre/RS). Não cheguei a visitá-lo quando ainda estava na Riachuelo, no centro da cidade, mas a quem diga que as instalações melhoraram bastante. O ambiente é muito simpático e acolhedor. Num dia quente como ontem, o ar-condicionado estava dando conta do recado, o que é um bom começo.
Com uma aparência atraentemente ‘caseira’, o
Damask é agradável em todos os pequenos detalhes. Um bom exemplo para ilustrar o que estou dizendo: a capa dos pequenos cardápios (pequenos no tamanho, não na variedade) é feita de pedaços de madeira pintados à mão. As paredes têm palavras escritas em árabe, com tinta dourada e o teto tem tecidos pendurados que simulam uma tenda árabe. Parte da decoração, inclusive, é um lindo quadro do meu amigo libanês favorito, o artista Ali Khodr.
A casa é mantida pelo casal Zuhair e Luciana Qumsieh. Ele comanda a cozinha; ela, o atendimento. Ainda que tenhamos esperado um pouco (o lugar é pequeno, mas estava praticamente lotado), o atendimento é bastante atencioso. Pedimos, os três, o mesmo prato (sugestão da Cíntia, praticamente uma
habitue da casa): o prato mix (R$ 13,90 por pessoa). As meninas pediram uma Patricia litro (R$ 8,00) e eu, uma água sem gás (R$ 2,50).
Depois de alguns poucos minutos de espera (para um serviço a la carte, um tempo bem reduzido, eu diria), os pratos foram servidos, acompanhados de pães árabes e condimentos.
Confesso que me causou certa estranheza a ausência de azeite na mesa (prática normal em todos os outros estabelecimentos que oferecem comida árabe na cidade). Mas, ao solicitar o azeite, fui prontamente atendido.
O prato trazia uma generosa porção de shawerma (conhecido aqui como ‘churrasco grego’), falafel (tradicionais bolinhos fritos), babaganush (pasta feita a base de beringela) e hommos (pasta de grão de bico e gergelim), sem falar num ótimo tabule (típica salada árabe, feita a base de tempero verde, tomates e trigo).
O que chama a atenção não é o preço (que não pode ser considerado barato, mas está longe de ser caro), nem tampouco a quantidade de comida muito bem dosada no prato, mas sim o tempero de Zuhair. Ao contrário da maioria dos outros lugares que oferecem comida árabe em Porto Alegre, o
Damask parece não ter receio de apresentar seu tempero para os clientes. A comida tem traços fortes e marcantes, mas extremamente bem aplicados.
Recomendo o
Damask principalmente para aqueles que não se encorajam a encarar uma rodada completa em restaurantes como o Baalbek ou Al Nur (este último, na minha modesta opinião, o melhor da cidade), mas tem curiosidade de conhecer a culinária árabe. Recomendo, também, para os fãs da comida árabe, pois estes, assim como eu, terão uma grata surpresa ao visitarem o Damask.

Damask (terça a domingo, das 19h a 0h)
Rua Sofia Veloso, 61 - Cidade Baixa
Porto Alegre - RS
(51) 3026-0490
lumuratorio@hotmail.com

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Salada de Maionese

Janeiro 2, 2008 · 4 Comentários


Festa de gaúcho, em família, na maioria das vezes é churrasco. E churrasco em família é carne assada acompanhada de farinha de mandioca e saladas. Talvez uma das mais tradicionais entre as saladas (se não a mais) é a salada de maionese.
Normalmente feita com maionese caseira (com aquela receita da vó, cheia de recomendações para não desandar), salvo raríssimas exceções, tem como ingredientes complementares a batata e o ovo picado. Minha idéia com esse post é sugerir que vocês, caros leitores, sejam criativos sempre que puderem. Inclusive quando estamos falando de salada de maionese.
Para a festa de ano novo, por exemplo, me dispus a mudar um pouco a receita tradicional e acrescentei meu toque pessoal à receita. Misturei às batatas, nabo levemente cozido (al dente), o que causa uma supresa agradabilíssima ao paladar de quem experimenta.
Outra coisa que fiz foi acrescentar, conforme sempre fazia minha tia mais velha, cebola refogada na mistura: cortei a cebola em pequeninos pedaços e refoguei numa pequena quantidade de manteiga. Esperei a cebola dourar bem, escorri o excesso de manteiga e joguei sobre a salada, misturando bem. Dá um toque todo especial.
Estes são apenas exemplos do que podemos fazer para diversificar pratos cotidianos, explorando novos sabores e saindo da rotina gastronômica.
Aproveito, ainda, para deixar duas ótimas dicas.
A primeira delas, diz respeito ao cozimento da batata: descasque a batata e corte em cubos de tamanho semelhante e ponha para cozinhar assim. Isso vai garantir que a batata cozinhe de forma parelha, facilitando o controle do ponto de cozimento ideal. Para saber se a batata está pronta, enfie um garfo em um dos cubos. Se ele escorrer do garfo, desligue o fogo e, imediatamente, despeje as batatas em uma vasilha com água gelada. Este choque vai parar o cozimento da batata e evitar que, internamente, ela continue cozinhando. Isso garante que as batatas cozidas ficarão no ponto que você realmente deseja.
A segunda dica é sobre a maionese caseira: não se desespere se, por ventura, ela ‘desandar’. A maionese é uma emulsão e quando ela desanda, é porque essa emulsão perdeu seu equilíbrio. Deixe a mistura descansar e retire o óleo que vai naturalmente ficar na parte superior. Isso, provavelmente, possibilitará que a emulsão se forme novamente se voltarmos a bater a mistura. Se ainda assim a mistura não se tornar homogênea, experimente colocar uma pequena quantidade de água gelada (um ’sustinho’). Ela naturalmente voltará a ter ‘liga’.
Fico por aqui e até a próxima!
Abraços!

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