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Entradas do Janeiro 2008

Veja Porto Alegre Online

Janeiro 29, 2008 · Não Há Comentários


Para aqueles que curtiram a crítica gastronômica do Damask, recomendo uma visita ao meu perfil na página da Veja Porto Alegre. Lá aproveitei para incluir uma avaliação de cerca de 40 estabelecimentos que freqüento (ou freqüentei) aqui da nossa cidade. O espaço era pequeno, mas deu pra apresentar, de maneira sintética, os prós e os contras gastronômicos desses locais.
Uma pena que não existe a possibilidade de cadastrar locais, pois o próprio Damask acabou ficando de fora da minha lista, por não constar na base de dados da Veja Porto Alegre.
MOMENTO JABÁ: Uma vez no site, cadastre-se e aproveite, ainda, para adicionar minha lista nas suas preferidas! :)
Um abraço!

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Filezinho Suíno com Guacamole, Farofa de Alcaparras e Arroz Branco

Janeiro 25, 2008 · 3 Comentários


Ontem a noite, diante das minhas gentis cobaias, experimentei mais uma combinação que estava pensando em colocar em prática há horas: Filezinho Suíno com Guacamole, Farofa de Alcaparras e Arroz Branco. O resultado, como imaginava, ficou bem bom.
Fiz uma receita de Guacamole mais adaptada ao meu gosto, adicionando à mistura tradicional (abacate, suco de limão, cebola, alho, tomate, etc) um pouco mais de temperos e molho shoyu.
Os filezinhos de suíno fiz passados na manteiga, com um pouco de azeite. Temperei utilizando tomilho, alho e pimenta rosa e deixei alguns minutos descansando.
No final do preparo, aproveitei o rotí da carne na panela e passei pedaços grandes de cebola. Na montagem, joguei essa cebola por cima do filé e sobre ela, a guacamole.

Para acompanhar, arroz branco e uma das minhas novas criações: a Farofa de Alcaparra. Faço ela fritando uma cebolinha picada na manteiga e adicionando, a seguir, as alcaparras picadas (bem lavadas, para perder o sal e o gosto de conserva em excesso). A seguir, é só adicionar farinha de mandioca flocada, tempero verde e ovo cozido picado. Coloco, ainda, um pouquinho de azeite de dendê pra dar uma corzinha.
A minha Greicy, o Adreson e a Cíntia (as tais gentis cobaias) gostaram bastante do resultado final.
Aproveito, ainda, para agradecer ao Adreson por ter registrado o ótimo instantâneo acima.
Em seguida volto com uma dica de salada! Até a próxima!

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Comida árabe no Damask

Janeiro 3, 2008 · 4 Comentários


Ontem (02/01) fomos (eu e minha amada Greicy), na companhia da nossa inseparável amiga Cíntia, conhecer o Damask, lancheria típica árabe (Rua Sofia Veloso, 61 - Cidade Baixa - Porto Alegre/RS). Não cheguei a visitá-lo quando ainda estava na Riachuelo, no centro da cidade, mas a quem diga que as instalações melhoraram bastante. O ambiente é muito simpático e acolhedor. Num dia quente como ontem, o ar-condicionado estava dando conta do recado, o que é um bom começo.
Com uma aparência atraentemente ‘caseira’, o
Damask é agradável em todos os pequenos detalhes. Um bom exemplo para ilustrar o que estou dizendo: a capa dos pequenos cardápios (pequenos no tamanho, não na variedade) é feita de pedaços de madeira pintados à mão. As paredes têm palavras escritas em árabe, com tinta dourada e o teto tem tecidos pendurados que simulam uma tenda árabe. Parte da decoração, inclusive, é um lindo quadro do meu amigo libanês favorito, o artista Ali Khodr.
A casa é mantida pelo casal Zuhair e Luciana Qumsieh. Ele comanda a cozinha; ela, o atendimento. Ainda que tenhamos esperado um pouco (o lugar é pequeno, mas estava praticamente lotado), o atendimento é bastante atencioso. Pedimos, os três, o mesmo prato (sugestão da Cíntia, praticamente uma
habitue da casa): o prato mix (R$ 13,90 por pessoa). As meninas pediram uma Patricia litro (R$ 8,00) e eu, uma água sem gás (R$ 2,50).
Depois de alguns poucos minutos de espera (para um serviço a la carte, um tempo bem reduzido, eu diria), os pratos foram servidos, acompanhados de pães árabes e condimentos.
Confesso que me causou certa estranheza a ausência de azeite na mesa (prática normal em todos os outros estabelecimentos que oferecem comida árabe na cidade). Mas, ao solicitar o azeite, fui prontamente atendido.
O prato trazia uma generosa porção de shawerma (conhecido aqui como ‘churrasco grego’), falafel (tradicionais bolinhos fritos), babaganush (pasta feita a base de beringela) e hommos (pasta de grão de bico e gergelim), sem falar num ótimo tabule (típica salada árabe, feita a base de tempero verde, tomates e trigo).
O que chama a atenção não é o preço (que não pode ser considerado barato, mas está longe de ser caro), nem tampouco a quantidade de comida muito bem dosada no prato, mas sim o tempero de Zuhair. Ao contrário da maioria dos outros lugares que oferecem comida árabe em Porto Alegre, o
Damask parece não ter receio de apresentar seu tempero para os clientes. A comida tem traços fortes e marcantes, mas extremamente bem aplicados.
Recomendo o
Damask principalmente para aqueles que não se encorajam a encarar uma rodada completa em restaurantes como o Baalbek ou Al Nur (este último, na minha modesta opinião, o melhor da cidade), mas tem curiosidade de conhecer a culinária árabe. Recomendo, também, para os fãs da comida árabe, pois estes, assim como eu, terão uma grata surpresa ao visitarem o Damask.

Damask (terça a domingo, das 19h a 0h)
Rua Sofia Veloso, 61 - Cidade Baixa
Porto Alegre - RS
(51) 3026-0490
lumuratorio@hotmail.com

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Salada de Maionese

Janeiro 2, 2008 · 4 Comentários


Festa de gaúcho, em família, na maioria das vezes é churrasco. E churrasco em família é carne assada acompanhada de farinha de mandioca e saladas. Talvez uma das mais tradicionais entre as saladas (se não a mais) é a salada de maionese.
Normalmente feita com maionese caseira (com aquela receita da vó, cheia de recomendações para não desandar), salvo raríssimas exceções, tem como ingredientes complementares a batata e o ovo picado. Minha idéia com esse post é sugerir que vocês, caros leitores, sejam criativos sempre que puderem. Inclusive quando estamos falando de salada de maionese.
Para a festa de ano novo, por exemplo, me dispus a mudar um pouco a receita tradicional e acrescentei meu toque pessoal à receita. Misturei às batatas, nabo levemente cozido (al dente), o que causa uma supresa agradabilíssima ao paladar de quem experimenta.
Outra coisa que fiz foi acrescentar, conforme sempre fazia minha tia mais velha, cebola refogada na mistura: cortei a cebola em pequeninos pedaços e refoguei numa pequena quantidade de manteiga. Esperei a cebola dourar bem, escorri o excesso de manteiga e joguei sobre a salada, misturando bem. Dá um toque todo especial.
Estes são apenas exemplos do que podemos fazer para diversificar pratos cotidianos, explorando novos sabores e saindo da rotina gastronômica.
Aproveito, ainda, para deixar duas ótimas dicas.
A primeira delas, diz respeito ao cozimento da batata: descasque a batata e corte em cubos de tamanho semelhante e ponha para cozinhar assim. Isso vai garantir que a batata cozinhe de forma parelha, facilitando o controle do ponto de cozimento ideal. Para saber se a batata está pronta, enfie um garfo em um dos cubos. Se ele escorrer do garfo, desligue o fogo e, imediatamente, despeje as batatas em uma vasilha com água gelada. Este choque vai parar o cozimento da batata e evitar que, internamente, ela continue cozinhando. Isso garante que as batatas cozidas ficarão no ponto que você realmente deseja.
A segunda dica é sobre a maionese caseira: não se desespere se, por ventura, ela ‘desandar’. A maionese é uma emulsão e quando ela desanda, é porque essa emulsão perdeu seu equilíbrio. Deixe a mistura descansar e retire o óleo que vai naturalmente ficar na parte superior. Isso, provavelmente, possibilitará que a emulsão se forme novamente se voltarmos a bater a mistura. Se ainda assim a mistura não se tornar homogênea, experimente colocar uma pequena quantidade de água gelada (um ’sustinho’). Ela naturalmente voltará a ter ‘liga’.
Fico por aqui e até a próxima!
Abraços!

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